sábado, 30 de agosto de 2008

INTERROMPEMOS A NOSSA PROGRAMAÇÃO PARA...

Tenho conversado com muita gente que confessa que esperava que as eleições de 2008, em Imperatriz, rumo à prefeitura, fossem decididas pelas propostas colocadas no Rádio e na TV, durante o horário eleitoral obrigatório. Mas, até agora, só decepção. Dos três meses previstos de campanha, restam, apenas, pouco mais de um mês. E nos programas dos seis candidatos à eleição majoritária, muito pouco estamos vendo, que convença o eleitor de que esta ou aquela é a melhor proposta. Por enquanto, a escolha está sendo pela “menos pior”. Estamos diante de um processo de suma importância, que decide os rumos que Imperatriz irá tomar nos próximos quatro anos. O imperatrizense não precisa fazer um cursinho pré-eleitoral para descobrir quais são as necessidades prementes da cidade. Afinal, é ele quem sente na pele e até nos ossos, as carências de um município que já passou por ciclos de riquezas, como o ouro, o arroz e a madeira. Entretanto, o que mais parece é que na cidade passou mesmo, foi um Tsunami, deixando, ao longo das décadas, o rastro de um estrago inconcebível para uma cidade do porte e da importância de Imperatriz. A diferença é que a destruição do Tsunami é rápida e quase que indolor. Mas a de um mau administrador na prefeitura, é lenta e dolorosa. São quatro anos tendo que agüentar e ouvir a frase zagalística: “Vocês vão ter que me engolir”. Por isso, o povo quer e precisa ver e ouvir os rumos que os candidatos têm e estão sendo propostos até 2012. É claro que o que é apresentado no Rádio e, principalmente na TV e algo preparado nos laboratórios dos marketeiros que, só colocam na vitrine o que o povo quer ver e só falam aquilo que o povo quer ouvir. Daí a necessidade de vermos a mágica das propostas na telinha, com a ajuda do Mister M. Poderia tudo ser tão simples, mas fazer da política uma guerra particular leva o eleitor a fazer do voto, também uma arma. E isso me dá arrepios. Porque para mim, voto sendo arma pode fazer do próprio eleitor, uma vítima. Voto deveria ser visto como ferramenta de trabalho, de progresso, de democracia, de participação cidadã. Assim, como também, os horários de propaganda eleitoral. Mas, os candidatos se vêm numa guerra, onde a impressão que fica é que o mais importante é derrotar o adversário, do que fazer do povo e da cidade os vencedores. Dia desses, ouvi de uma pessoa, falando no fogo da paixão por um candidato: “guerra é guerra e quem puder mais, chora menos”. Se for assim, Imperatriz está a 156 anos em guerra e olha só as condições em que a cidade ficou. É o retrato vivo da destruição. Mas, continuamos crendo que haveremos de ressurgir das cinzas, como a Fênix. Que saibam os nossos políticos que, como já cantara Gonzaguinha: “A gente quer valer o nosso amor/ A gente quer valer nosso suor/ A gente quer valer nosso humor/ A gente quer do bom e do melhor/ A gente quer carinho e atenção/ A gente quer calor no coração/ A gente quer suar mas de prazer/ A gente quer é ter muita saúde/ A gente quer viver a liberdade/ A gente quer viver felicidade/ É, a gente não tem cara de panaca/ A gente não tem jeito de babaca/ A gente não está com A bunda exposta na janela/ Pra passar a mão nela/ É, a gente quer viver pleno direito/ A gente quer é ter todo respeito/ A gente quer viver uma nação/ A gente quer é ser um cidadão”. Só isso! É demais, senhores candidatos e futuro prefeito?

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